Akwavita - O Espaço da Saúde Integral
Pesquisar no site:  Pesquisar 
Acesse a página inicial da Akwavita  Fale Conosco - O seu canal de comunicação com a Akwavita  Mapa do Site
Terapias Naturais  Voltar
Artigos sobre Estética Facial
  Marque aqui sua consulta
   Maiores informações

  Estética Corporal e Facial    Artigos sobre Estética Facial  

Melasmas, Manchas Faciais, olheiras - saiba o que são

Manchas

As manchas na pele, ou discromias, podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas em especial em locais que sofrem algum tipo de agressão, como as axilas, virilhas, rosto. Temos ainda as manchas de queimaduras. As manchas senis, em especial nas mãos, braços, pernas, etc.
Elas podem ser acrômicas (falta do pigmento melanina – Albinismo) – neste tipo não há tratamento (atualmente existe a técnica da micropuntura ou microagulhamento). O vitiligo é uma diminuição da melanina em partes do corpo – também difícil tratamento.
E as Hipercrômicas, que é o aumento de melanina em determinadas áreas – estas são as que tratamos na área estética.
 
Tipos de Manchas Hipercrômicas:
 
1 – Olheiras
Resultado de imagem para melasmaÉ uma hiperpigmentação que rodeia a pálpebra inferior em forma de meia lua e que define um olhar cansado e sem brilho.
 
Causas das olheiras
Normalmente aparecem, por derrame de hemossiderina , um pigmento endógeno que se forma devido a uma espécie de armazenagem de ferro, pois a circulação venosa e linfática do contorno dos olhos é desenvolvida através de determinados vasos, sendo os resíduos arrastados pela circulação de retorno. Se esta circulação não consegue desenvolver seu papel adequadamente, os pigmentos sanguíneos não passam pelos vasos, se acumulando no tecido conjuntivo, provocando derrame de hemossiderina e trazendo à superfície da pele este desagradável escurecimento denominado olheira.
 
A - Hereditariedade: Assim como as varizes, olheiras geralmente têm características herdadas. Se você tem olheiras, então há boas chances que outros na sua família também tenham. A pele abaixo dos olhos é muito fina. Quando o sangue passa pelas veias maiores perto da superfície da pele pode produzir uma cor azulada. Quanto mais transparente for a sua pele -- também uma característica hereditária -- mais escura será a aparência das olheiras. (os povos árabes e mediterrâneos, por exemplo)
B - Exposição ao sol: Até em pessoas de pele mais escuras, a exposição ao sol, especialmente durante o Verão, pode causar um nível acima do normal de pigmentação (melanina) abaixo dos olhos. As pessoas ficam bronzeadas porque a exposição ao sol aumenta a pigmentação natural da pele. O mesmo princípio se aplica à pele abaixo dos olhos.
C - Outras causas: Agravam-se muito mais com a prática de determinados hábitos como fumo, ingestão excessiva de café e álcool, sal, poucas horas de sono e ainda o stress. Deficiência de vitamina k e machucados. Também é problema de circulação local, onde massagem com drenagem linfática são indicadas.
 
2 - Manchas
  • Tipos de Manchas: Melasma, sardas, manchas senis, melanose solar, cloasmas.
 
2.1 - Melasma
  • É uma hipermelanose caracterizada por manchas na pele, uma descoloração. Ocorre em áreas expostas ao Sol, principalmente no rosto e em mulheres de pele morena, afetando mais especificamente mulheres hispânicas e asiáticas. Acontece em cerca de dez por cento nos homens. Quando as manchas aparecem na gravidez, dá-se o nome de cloasma. Melasma é uma consequência de aumento de melanina na pele.
  • São manchas acastanhadas na pele sem sintomas, podendo acontecer simetricamente (nos dois lados da face).
  • O diagnóstico do melasma é essencialmente clínico podendo ser classificado em superficial ou profundo conforme o local do excesso do pigmento melânico. A lâmpada de Wood que emite luz ultravioleta incidindo na pele realça o melasma epidérmico e mascara o melasma dérmico.
  • O exame histopatológico releva nos casos de melasma epidérmico, depósito aumentado de pigmento melânico na camada basal e através de toda epiderme inclusive extrato córneo. O melasma dérmico é caracterizado pelo depósito de melanina nos macrófagos perivasculares ao redor dos vasos superficiais e profundos. O melasma pode ser misto com excesso de pigmento na epiderme em certas áreas e excesso de pigmento na derme em outros. Há controvérsia se ocorre ou não aumento do número de melanócitos, mas há maior número de melanossomas nos dendritos dos mesmos.
    Causas
    • A causa do melasma é desconhecida estando envolvidos fatores genético raciais, hormonais e ambientais como a radiação ultravioleta.
    • Há uma maior prevalência nos hispânicos e asiáticos, além da ocorrência familiar, sugerem a participação genética, mas sem comprovação bioquímica.
    •  Participação Hormonal: O estrógeno e progesterona interferem no aparecimento das manchas tanto na gravidez como com o uso de anticoncepcionais. No resto das mulheres tal fato não acontece.
    • Alguns trabalhos sugerem a relação do aparecimento do melasma com doenças da Tireóide, especialmente as autoimunes.
    •  Já foram encontrados receptores estrogênicos nos melanócitos cultivados e demonstrou-se que o hormônio aumenta a melanogenese e a atividade da tirosinase. Alguns estudos também comprovaram que tanto o estradiol, estriol e estrona em níveis fisiológicos estimulam a formação de melanina e atividade do tirosinase. Alguns autores realçam a relação entre o ACTH e a produção melânica.
    •  Os melanócitos do melasma parecem ter comportamento diferente daqueles da pele normal, pois quando abrasados voltam a produzir o mesmo nível de melanina. Especula-se que tenham receptores e que a ligação hormônio receptor seja mais eficiente e interfira na melanogenese local.
    •  O cloasma gravídico está associado às mudanças hormonais deste período e em geral desaparece após o parto.
    • O cloasma não é permanente, podendo desaparecer gradualmente com o fim da gravidez sem nenhuma ação da gestante. Os tratamentos para acabar com as manchas podem resolver o problema de forma lenta e progressiva. Durante a gravidez, aconselha-se, por enquanto, a não usar medicamento, porque ainda não há estudos conclusivos provando que não prejudicam o feto. O melhor é aguardar o final da gestação e da amamentação.
    •  Efeito da exposição à luz: A radiação ultravioleta do sol e de lâmpadas artificiais estimula os melanócitos "in vivo" e em culturas. A exposição solar aumenta os melanócitos da camada basal, a produção e transferência da melanina.
    • A pigmentação pode ser imediata, ou tardia. Estudos bioquímicos sugerem que a pigmentação imediata envolve a oxidação de melanina pré-formada e relaciona-se a ultra violeta A 320-400mm.
    • A pigmentação tardia ocorre por comprimento de onda na faixa da radiação B 290-320mn e estimula a formação de novas células, a produção melânica e a transferência da mesma.
    • A melanogenese induzida pela radiação ultravioleta é bastante complexa envolvendo receptores hormonais do hormônio melanotrófico, participação da vitamina D3, além do desencadeamento de cascata inflamatório com formação de radicais superóxidos.

      A pele com melasma parece responder, mais intensamente, ao estímulo da radiação ultravioleta.
    Tratamento

    Deve-se ter um plano diferenciado, visto tratar-se de um problema crônico, e como vimos, tem uma etiopatogenia desconhecida, ou de difícil diagnóstico.
    Estratégia

    1. Proteção em relação à radiação solar. 
    • Trabalhos atuais denotam a ação positiva de "foto protetores sistêmicos". A associação de Vitamina C 2g e Vitamina E 1000 UI são eficientes em evitar a queimadura em pele agredida pela radiação ultravioleta.
    • Inúmeros trabalhos também realçam a importância da betacaroteno na proteção solar sistêmica.
      O filtro solar tópico deve ser usado todos os dias, várias vezes principalmente em nosso meio. Atualmente os filtros têm protegido toda gama de radiação inclusive infravermelho. No caso da foto proteção para tratamento do melasma é necessário que o filtro proteja em relação ao comprimento de onda B e também o comprimento onda A. A associação de filtros químicos e físicos são melhores, pois incrementa a qualidade do bloqueador. Deve ser utilizado o dióxido de titânico e óxido de zinco associado a outros químicos como parsol ou benzafenonas.
    • O número da proteção deve ser pelo menos 15 para a radiação B e no mínimo 5 para radiação A.
      É importante no tratamento do melasma que haja consciência da necessidade de proteção solar diária, além de evitar o excesso de radiação sempre que possível.  
    2. Inibição da atividade dos melanócitos.
    • Para que ocorra inibição da atividade global do melanócito, é importante evitar radiação solar e utilizar filtro solar (sistêmico e tópico), diariamente, várias vezes ao dia. Está comprovado que a radiação solar induz a melanogenese aumentando o número total de melanócitos, melanossomas e melanina.
    • A área pigmentada escurece mais do que a área normal devido a hiperatividade do melanócito local.
    • Outros fatores devem ser enfatizados como evitar o uso de drogas fotossensibilizantes. O uso de anticoncepcionais precisa ser descontinuado para obter melhores resultados uma vez que há associação direta do estrógeno e progesterona com o melasma.
    • A agressão e a manipulação da área com melasma devem ser evitadas. Toda inflamação no local tende a escurecer mais a mancha devido a pigmentação pós-inflamatória. 
    3. Inibição da síntese de melanina.
    A inibição da síntese de melanina pode ser feita com vários clareadores como enumerados a seguir:
    • Inibidor da tirosinase: Hidroquinona, Ácido kógico, Ácido azeláico, Arbutin, Melawhite ( ou Alpha White Complex – Adkos)
    • Inibição da produção de melanina: Ácido ascórbico, magnésio-L-ascorbil-2 fosfato, Glutadiona. - Área médica
    • Toxidade seletiva ao melanócito: Mercúrio amoniacal, Isopropilcatecol Ws\X, N-Acetil-4-S-cistearninofenol, N-2,4-Acetoxifenil-etilacetamina , N-Acetilcisteina:  Área médica
    • Supressão não seletiva da melanogenese: Indometacina, Corticosteroides - Área médica.
    4. Remoção da melanina.
    • A remoção da melanina pode ser feita com uso de "peelings" que promovem a esfoliação da pele. Usamos o Peeling de Minerais. 
    5. Destruição dos grânulos de melanina.
    • Alguns aparelhos de laser, através do mecanismo fototermólise seletiva pode atingir a melanina com maior especificidade. O laser pode melhorar as manchas de melasma, porém costuma haver recidiva. – Área Médica
    6. Conclusão
    • O tratamento do melasma é prolongado, a resposta somente inicia após cerca de 45 dias, e o sol precisa ser controlado e por esta razão o entendimento do paciente é importante.
      O tratamento do melasma é difícil, porém há respostas muito adequadas. Geralmente há recidiva principalmente se houver exposição ao sol. Isto ocorre porque os melanócitos desta região têm um comportamento fisiológico alterado que especulativamente deve estar relacionado ao mecanismo hormônio receptor.
     
    Todo o Texto de Melasma é da Dra. Denise Steiner: Livro Ed. Celebris, “Beleza Levado a Sério”.
    Prevenção
     
    • Evitar se expor muito ao Sol, e usar filtros solares são duas formas de proteção, principalmente para gestantes. O uso de maquiagens deve ser feito com cuidado, verificando se o produto não causa maior absorção de luz solar e aumento na pigmentação da pele nas áreas de aplicação da substância, principalmente em pessoas alérgicas e durante a gravidez.
©2018 Net4all
Todos os direitos reservados